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Ao lado de Pazolini, Magno Malta ataca vacinas, STF e prega religião na política em convenção no ES – Em Dia ES

O Partido Liberal realizou no sábado, 1º de agosto, em Vila Velha, a sua convenção estadual para oficializar as chapas de deputados estaduais e federais, além de confirmar o nome de Maguinha Malta para a disputa ao Senado.

O evento consolidou a aproximação da legenda com o pré-candidato ao governo do Estado, Lorenzo Pazolini, do Republicanos, que esteve presente na mesa principal.

No entanto, o apoio formal ao ex-prefeito de Vitória não foi selado de imediato, uma vez que a ata da convenção permaneceu aberta, postergando a decisão final sobre a chapa majoritária para os próximos dias, dentro do prazo limite estipulado pela Justiça Eleitoral.


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Ataques ao Supremo Tribunal Federal e críticas às vacinas
O tom da convenção foi ditado pelos discursos do presidente estadual do partido, senador Magno Malta, e da candidata ao Senado, Maguinha Malta, ambos centrados no alinhamento conservador, na mescla entre política e religião e em críticas incisivas ao Supremo Tribunal Federal.

O senador defendeu a eleição de um Senado alinhado à direita com o objetivo de promover o impeachment de ministros, citando nominalmente Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. Em sua fala, Magno Malta chamou Moraes de ditador e afirmou que ele comete estelionato, prometendo que em 2027 os magistrados irão para a cadeia.

A candidata Maguinha Malta adotou a mesma linha discursiva, declarando compromisso com Deus e com o Estado de Israel. Ela comparou Alexandre de Moraes ao imperador romano Nero, afirmando que a partir de 2027 o tribunal será colocado em seu lugar, restrito apenas a guardar a Constituição.

O evento também contou com defesas explícitas à liberdade dos envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Outro ponto de destaque no discurso de Magno Malta foi a retomada das críticas às vacinas contra a Covid-19. O senador classificou os imunizantes de forma pejorativa, sugeriu que as doses causaram taquicardia, infarto, embolia pulmonar, acidente vascular cerebral e mortes.

O parlamentar voltou a defender o uso da ivermectina como tratamento para a doença, contrariando o histórico das políticas públicas adotadas na pandemia.

A participação de Lorenzo Pazolini e o alinhamento político
O pré-candidato ao governo Lorenzo Pazolini compareceu ao cerimonial acompanhado do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, e do deputado federal Evair de Melo. Magno Malta justificou a aproximação com o ex-prefeito afirmando que, neste momento, ele é o candidato que mais se parece com o perfil e as características do partido, solicitando que a militância abra mão de discursos pessoais em prol de um projeto coletivo focado na liberdade.

Pazolini discursou por cerca de cinco minutos. Ele não entrou em questões ideológicas e não contradisse as declarações do senador sobre o Supremo ou sobre as vacinas, apesar de sua gestão na prefeitura de Vitória ter promovido ativamente a imunização na rede municipal.

O pré-candidato republicano concentrou sua fala em apresentar resultados de sua administração, destacando a marca de 653 dias sem feminicídios na capital, e defendeu a expansão dessas políticas de proteção às mulheres e de segurança pública para os 78 municípios capixabas. Durante sua fala sobre criminalidade, Pazolini também fez referência ao argumento de que roubos de celulares seriam justificados para tomar uma cervejinha, repetindo uma narrativa propagada em meios conservadores. Após sua participação na mesa de autoridades, Pazolini deixou o local sem conceder entrevistas à imprensa.

Indefinição da chapa majoritária e os próximos passos
Apesar do evento e da presença das lideranças, a chapa majoritária da direita capixaba não foi concluída. O Partido Liberal optou por deixar a ata aberta até o limite do prazo legal de 15 de agosto.

O senador Magno Malta anunciou que viajará para Israel e que as decisões finais sobre a coligação e o apoio para o Palácio Anchieta serão tomadas durante seu período no exterior.

A principal questão pendente é a definição do segundo nome para concorrer ao Senado na coligação encabeçada por Pazolini e Maguinha Malta. O deputado federal Evair de Melo colocou-se à disposição para a vaga, mas a confirmação depende da convenção de seu próprio partido, marcada para terça-feira, 4 de agosto, e de possíveis composições com outras siglas, a exemplo do PSD, que lançaria Sérgio Meneguelli.

A estratégia de adiar a formalização do acordo visa valorizar os ativos eleitorais do partido, como o fundo eleitoral e o tempo de televisão, mantendo a pressão nas negociações de bastidores com o Republicanos.

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