“Se quiser apoiar meu adversário, que venha e monte um comitê”, diz Lula sobre Marco Rubio – Em Dia ES

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (20) que se o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, quiser apoiar seu adversário na disputa eleitoral pelo Planalto, Flávio Bolsonaro, ‘que venha’ e ‘monte um comitê’.
Lula, que participava da convenção nacional do PDT em que o partido declarou apoio à sua candidatura à reeleição, voltou a bater na tecla da defesa da soberania brasileira e, sem citar nomes, chamou de ‘traidores’ aqueles que pedem aos Estados Unidos a imposição de ‘punição’ ao Brasil.
“Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”, disse o presidente no evento partidário.
Sem mencionar diretamente os nomes do clã Bolsonaro, o presidente elevou o tom contra aliados do ex-mandatário que buscam diálogo com Washington. Lula rotulou de “traidores” os políticos brasileiros que, segundo ele, tentam articular sanções ou retaliações estrangeiras contra o próprio país.
“Hoje temos não um, mas vários traidores que vão aos EUA pedir para os EUA impor punição ao Brasil. Eu acho isso tão engraçado que eles podem até montar um comitê para apoiar nosso adversário aqui, porque não há neste país, a não ser vocês, que decida que país a gente quer para os próximos anos nesse país”, disse o presidente sem citar nomes.
“Nós queremos uma coisa sagrada: aqui, nós erramos por nós, nós acertamos por nós e aqui ninguém diz o que nós vamos fazer. Aqui nós decidimos o que nós vamos fazer. Porque isso significa a gente voltar a andar de cabeça erguida e defender a nossa soberania”, afirmou.
Contexto de tensão comercial
Recentemente, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) confirmou a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos fabricados no Brasil, com impacto previsto a partir do dia 22 de julho.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que o tarifaço norte-americano deve atingir em cheio cadeias produtivas relevantes da economia nacional, incluindo os setores de calçados, madeira, açúcar, móveis e maquinários eletroeletrônicos.





