Saúde

Tecnologia e serviços descentralizados reduzem distâncias para pacientes da Região Central – Em Dia ES

A expansão das teleconsultas e a descentralização de serviços médicos reduziram as distâncias para os moradores dos municípios de menor porte da Região Central do Espírito Santo entre o ano de 2025 e o início de 2026. Com a oferta de milhares de atendimentos remotos e a entrega itinerante de óculos gratuitos, a população passou a ter acesso especializado sem precisar sair de suas cidades. O modelo de interiorização integra o planejamento traçado na Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) durante os 15 meses de gestão do atual pré-candidato a deputado federal, Tyago Hoffmann (PSB).

Acesso digital e ampliação de especialidades
Ao longo de 2025, o Núcleo de Regulação e Acesso ofertou 275.232 atendimentos, com destaque para procedimentos oftalmológicos, cardiológicos, endoscopias e exames de ressonância magnética. Houve um crescimento significativo na oferta de consultas devido ao novo credenciamento de prestadores e à implantação das teleconsultas, que fortaleceram o acesso da população e alcançaram a marca de 15.709 consultas e teleconsultas no ano.

A ampliação da assistência também ocorreu de forma presencial. Em agosto de 2025, o serviço de atenção em angiologia e cirurgia vascular não estética de varizes de membros inferiores foi implantado para atender demandas específicas da população regional.

A inovação mudou a rotina de quem precisava se deslocar em busca de atendimento. “Nós implantamos o serviço da teleconsulta nos 78 municípios do Estado e tiramos quase 100 mil pessoas das estradas no ano passado. Quase 100 mil pessoas deixaram de fazer viagens de centenas de quilômetros”, destaca Tyago Hoffmann.

Segundo o deputado, o modelo digital é a resposta definitiva para vencer os vazios assistenciais no interior. “Você consegue, com a teleconsulta, resolver um outro problema, que é trazer profissionais em especialidades que são raras, como a neuropediatria. O médico que está atendendo pode estar em qualquer parte do Brasil, ou até em qualquer parte do mundo. A saúde tem pressa e as pessoas têm urgência”, completa.

Visão ampliada nos municípios
Outro avanço voltado aos moradores do interior foi o Programa de Atendimento em Órtese Ocular, responsável pela distribuição gratuita de óculos. Apenas em 2025, a iniciativa atendeu aproximadamente 5.717 pessoas, gerando impacto direto no desempenho escolar e laboral e favorecendo a inclusão social.

Para humanizar ainda mais o Sistema Único de Saúde (SUS), o Estado incluiu as provas de armações nas ações do Programa Redução de Filas do Núcleo Regional de Especialidades (NREC). De janeiro a abril de 2026, foram ofertadas 2.578 vagas para a prova de óculos em seis municípios: Governador Lindenberg, Mantenópolis, Colatina, Marilândia, Pancas e São Gabriel da Palha. Somando os números do ano anterior, o programa alcançou 8.295 provas de óculos na Região Central.

Hoffmann relembra a via-crúcis enfrentada pelos moradores de cidades menores antes da mudança. “A pessoa ia a Baixo Guandu fazer a consulta, pegava a receita e tinha que ir a Colatina só para fazer a prova da armação. Voltava para casa, Colatina preparava os óculos, e o paciente precisava viajar de novo para buscar. Agora não. Nós fazemos 100% das entregas de óculos no município do cidadão. Sabe quanto isso custou a mais para o Estado? Zero! Foi uma redistribuição do contrato para atender a região de forma itinerante”, explica o pré-candidato a deputado federal.

Proteção aos trabalhadores e pacientes crônicos
As ações de saúde na região também priorizaram a linha de frente e pacientes com necessidades contínuas. No início de 2026, os municípios da Regional Central receberam 1.991 doses da vacina contra a dengue, correspondendo a uma cobertura de 42,3% para a imunização dos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS). O imunizante, de dose única e produzido pelo Instituto Butantan, é indicado para a faixa etária de 15 a 59 anos e foi distribuído pela Rede Frio.

A oferta de assistência contínua também se manteve estruturada no Programa de Atenção às Pessoas Ostomizadas. O serviço atende atualmente 308 pessoas ativas na região, que realizam a retirada mensal gratuita de bolsas de colostomia e urostomia, além de todos os adjuvantes necessários. A distribuição ininterrupta previne complicações e assegura autonomia para esses pacientes.

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