Projeto de lei quer proibir na Seleção Brasileira jogadores e técnicos que atuam no exterior – Em Dia ES

O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) protocolou nesta quarta-feira (8), na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que restringe as convocações para a Seleção Brasileira de futebol a jogadores vinculados a clubes do País e estende a exigência aos integrantes da comissão técnica. A proposta também veta patrocínios de casas de apostas, incluindo as bets, a clubes e outras entidades esportivas.
Pela proposta, as seleções de futebol — masculina, feminina e categorias de base — só poderão convocar jogadores brasileiros registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem campeonatos oficiais no território nacional. A restrição vale igualmente para o treinador, auxiliares e preparadores físicos, que obrigatoriamente deverão ter nacionalidade brasileira e vínculo profissional com o mercado interno.
Se aprovada, a medida afetaria diretamente as principais estrelas do Brasil que jogam na Europa e em outros mercados externos. Além disso, interromperaria o atual ciclo do comando técnico: a Seleção hoje é liderada pelo italiano Carlo Ancelotti, que possui contrato firmado com a CBF até a Copa do Mundo de 2030.
O projeto de lei tenta canalizar a forte frustração popular e surge na mesma semana em que o Brasil foi eliminado de forma precoce na Copa do Mundo de 2026, ao perder por 2 a 1 para a Noruega ainda na fase de oitavas de final.
“Acabei de apresentar um projeto de lei para proibir jogadores de futebol que jogam no exterior e técnicos. Chega! Basta dessas estrelas que vêm para a Copa do Mundo como vestais e chegam na Copa, fazem o Brasil passar vergonha“, disse Hauly na quarta (8), em discurso na Câmara ao defender a proposta.
Fim do patrocínio das bets
Em outro trecho, a proposta proíbe clubes, associações, agremiações e entidades de administração do esporte de firmar ou manter contratos de patrocínio, publicidade ou similares com empresas de apostas esportivas, jogos de azar e plataformas eletrônicas do setor. O veto barra a exibição de marcas em uniformes, estádios, centros de treinamento, placas de campo, entrevistas e transmissões oficiais.
Caso a lei seja sancionada, os contratos vigentes no futebol brasileiro precisariam ser rescindidos em até 180 dias. O descumprimento da regra sujeitaria os clubes à suspensão de repasses públicos federais, perda de incentivos fiscais e outras sanções administrativas.
A proposta está nos primeiros passos da tramitação na Câmara dos Deputados. O texto ainda será despachado pela Mesa Diretora para as comissões temáticas e, se aprovado, precisará passar pelo Plenário antes de seguir para votação no Senado.





