Esportes

Oliver Kahn sugere repetir final da Copa de 2002 contra o Brasil após Fifa anular expulsão de jogador

O ex-goleiro da seleção alemã, Oliver Kahn, sugeriu publicamente que a Fifa anule o cartão amarelo que retirou o meia Michael Ballack da final da Copa do Mundo de 2002 e promova a repetição da partida decisiva contra o Brasil. A manifestação ocorreu após o atacante Balogun, dos Estados Unidos, ser escalado para atuar nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 contra a Bélgica, mesmo tendo sido expulso no confronto anterior. A liberação do atleta norte-americano ocorreu após pressões políticas de dirigentes esportivos e do presidente Donald Trump sobre a entidade máxima do futebol.

Em suas redes sociais, Oliver Kahn criticou indiretamente a medida adotada no torneio atual. “Se estamos reescrevendo a história do futebol agora, tenho uma pequena sugestão: Gostaria que a FIFA anulasse o cartão amarelo mostrado a Michael Ballack na semifinal da Copa do Mundo de 2002, aquele que o deixou fora da final. E já que estamos nisso, poderíamos muito bem rejogar a final contra o Brasil”, publicou o ex-jogador do Bayern de Munique.

Na ocasião, a Alemanha disputou a final do Mundial da Coreia do Sul e do Japão sem Ballack, um de seus principais atletas, e acabou derrotada pela seleção brasileira por 2 a 0. Apesar do vice-campeonato, Kahn foi eleito o melhor jogador daquela edição da Copa do Mundo.

Entenda o caso Balogun
O posicionamento do ex-goleiro foi motivado pela participação de Balogun na partida eliminatória entre Estados Unidos e Bélgica. O atacante da equipe norte-americana havia recebido cartão vermelho direto no jogo contra a Bósnia, válido pela fase anterior. A expulsão foi determinada pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, que utilizou o árbitro de vídeo (VAR) para revisar um pisão de Balogun em um jogador adversário.

A aplicação do cartão vermelho direto deveria acarretar o cumprimento de uma suspensão automática nas oitavas de final. Contudo, dirigentes da federação de futebol dos Estados Unidos e o presidente Donald Trump iniciaram uma mobilização de bastidores para pressionar a Fifa a reverter a punição. A interferência política e a subsequente liberação do atleta foram alvo de críticas formais por parte da federação belga de futebol.

Declarações das autoridades e desdobramentos
Na segunda-feira, dia 6 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou publicamente ter telefonado para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar a revisão da penalidade aplicada a Balogun. Trump contestou a decisão da arbitragem brasileira.

“Eu vi o lance. Sou uma pessoa que adora esportes, fui um bom atleta e entendo muito de esporte. Aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em alta velocidade que simplesmente se chocaram. E aquele árbitro… é um pouco suspeito. Não gosto de criar polêmica, mas foi muito suspeito. Ele tomou uma decisão em que ninguém conseguiu acreditar. Até as pessoas do outro lado diziam: ‘Tivemos sorte’. Foi algo muito interessante”, afirmou o presidente norte-americano.

Também na segunda-feira, o mandatário da Fifa, Gianni Infantino, confirmou a existência do diálogo telefônico com Trump. No entanto, o dirigente declarou que a presidência da entidade não interfere nas decisões de comissões disciplinares.

“Os órgãos judiciais da Fifa atuam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da Fifa e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos apresentados. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve ser sempre respeitado”, informou Infantino em comunicado.

Paralelamente às negociações de bastidores, a comunidade do futebol nos Estados Unidos registrou a disseminação de informações falsas envolvendo o árbitro brasileiro. Boatos afirmando que Raphael Claus estaria sob investigação por um suposto esquema de manipulação de resultados no futebol brasileiro circularam amplamente em redes sociais e foram reproduzidos por veículos da imprensa tradicional norte-americana. As alegações contra o árbitro não procedem.

fonte da materia