Julho Amarelo: Sesa intensifica capacitação de profissionais para combater hepatites virais no ES

O mês de julho marca a conscientização sobre as hepatites virais, no conhecido ‘Julho Amarelo’, que reforça a importância das ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. Visando ao fortalecimento das ações de vigilância, a Secretaria da Saúde (Sesa) intensifica, ao longo do mês, o apoio aos municípios em capacitações voltadas aos profissionais de saúde, com foco na qualificação da assistência, na ampliação da detecção precoce e no fortalecimento das estratégias de vigilância e enfrentamento das hepatites virais no Espírito Santo.
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes, são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Elas são causadas por vírus e são classificadas por letras do alfabeto, A, B, C, D (Delta) e E. No Brasil, as hepatites mais encontradas são as causadas pelos vírus A, B e C. Entre as hepatites não virais, destacam-se as associadas ao uso de medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.
No próximo dia 10 de julho, a Coordenação Estadual de IST/Aids e Hepatites Virais, da Sesa, estará presente na IX Fórum Municipal de Hepatites Virais da Serra, com a participação do médico infectologista e coordenador do Programa Estadual de Hepatites Virais, Marcello Leal. No dia 22, o evento de capacitação ocorrerá em Vitória.
No mês de junho, entre os dias 24 e 25, representantes da Coordenação estiveram presentes no 3º Seminário “Diálogos para a Eliminação das Hepatites Virais”, que aconteceu em Brasília. Para o coordenador do Programa Estadual de Hepatites Virais da Sesa, Marcello Leal, a participação dos profissionais de saúde em espaços de capacitação e troca de experiências é essencial para fortalecer a resposta às hepatites virais no Estado.
“São encontros fundamentais para atualizar os profissionais sobre as estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento, além de promover a integração entre Estado e municípios. Quanto mais qualificadas estiverem as equipes de saúde, maiores serão as chances de identificarmos precocemente os casos, ampliarmos o acesso ao tratamento e avançarmos na meta de eliminação das hepatites virais como problema de saúde pública. Por isso, a participação dos municípios e o apoio da Sesa a essas iniciativas são tão importantes”, disse Marcello Leal.
Além do apoio técnico em capacitações, a Sesa oferece apoio aos municípios por meio da disponibilização de testes rápidos e materiais educativos para ações de prevenção nas Unidades Básicas de Saúde e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) de IST, Aids e Hepatites Virais.
Dados
Segundo dados do sistema de notificação e-SUS Vigilância em Saúde (e-SUS VS), de janeiro até a última segunda-feira (22), foram confirmadas no Espírito Santo seis casos de hepatite A; 115 de hepatite B; e 84 de hepatite C. Em 2025, durante todo o ano, foram confirmados 15 casos de hepatite A; 272 de hepatite B; e 156 de hepatite C.
Sobre as hepatites virais
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Hepatites são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos frequente no Brasil, sendo encontrado mais frequentemente na África e na Ásia.
As infecções causadas pelos vírus das hepatites B, C e D frequentemente se tornam crônicas. Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das pessoas desconhecem ter a infecção. Isso faz com que a doença possa evoluir por décadas sem o devido diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e necessidade de transplante do órgão.





