Saúde

75% dos casos graves de Influenza no ES são de pessoas que não se vacinaram

Até a semana epidemiológica 24 (até 20 de junho), os idosos sem vacinação contra a gripe constituem o grupo etário com maior número de casos graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza, no Espírito Santo. Dos 168 casos de SRAG por Influenza registrados no período, 127 (75,6%) ocorreram em pessoas sem vacinação contra a gripe. Entre esses casos, 59 foram registrados em pessoas com 60 anos ou mais. A Secretaria da Saúde (Sesa) ressalta a importância da vacinação para reduzir o risco de infecção, de formas graves da doença e de complicações que podem levar à hospitalização ou ao óbito.

Os dados, que são do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), apontam ainda que dos 21 óbitos registrados até a SE24 de SRAG por Influenza, 14 eram de idosos sem vacinação contra a gripe. A SRAG é uma complicação resultante de diferentes infecções por vírus, como o da Influenza, é considerada uma forma grave de infecção respiratória e exige hospitalização.

De acordo com a referência técnica do Programa Estadual de Imunizações, da Sesa, Danielle Grillo, esse cenário pode estar associado à forma como as pessoas ainda vêem a gripe, como algo “banal”. “A vacina contra a Influenza é a principal medida para evitar que a gripe evolua para uma internação ou um óbito. Estamos observando que os idosos sem vacinação continuam sendo os mais atingidos pelas formas graves da doença. A gripe não é um simples resfriado. Para quem tem 60 anos ou mais, ela pode provocar pneumonia, agravar doenças crônicas e levar à hospitalização. Ainda há tempo de se proteger”, pontuou.

As formas graves da gripe estão associadas principalmente aos grupos prioritários para a vacina, como os idosos, as crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Neste ano, desde o início da campanha de vacinação contra a gripe, apenas 45,13% dos idosos haviam se vacinado, cuja meta de vacinação é de 90%. Em 2025, durante todo o ano, o Estado alcançou 56,45% de cobertura no grupo de idosos. A vacina é atualizada anualmente, de acordo com as cepas de vírus circulantes no País, por isso a necessidade da vacina anual. Os dados de cobertura vacinal são do Sistema Vacina e Confia (VeC) dessa quinta-feira (25).

“É importante esclarecer que a vacina nem sempre impede totalmente a infecção, mas diminui de forma significativa a chance de desenvolver formas graves, ser hospitalizado ou morrer. Esse é o principal objetivo da vacinação. Como o vírus influenza está circulando, quem ainda não se vacinou continua em risco. A proteção começa a se desenvolver cerca de duas semanas após a vacinação, portanto quanto antes receber a dose, melhor”, explicou Danielle Grillo.

A referência técnica lembrou ainda que, muitos dos idosos acabam contraindo gripe por contato com netos e cuidadores, por exemplo. “Por isso, a vacinação de crianças e outros contatos do idoso, reduz a circulação do vírus e ajuda a proteger quem apresenta maior vulnerabilidade”, disse.

A vacina contra gripe está disponível nas mais de 700 salas de vacinação no Estado e é destinada para toda a população com mais de seis meses de idade, até durarem os estoques. Para os grupos de crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos, a vacina faz parte da rotina, e são grupos que possuem meta vacinal de 90% a ser alcançada.

Alerta de casos graves também em crianças menores de 6 anos
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos é um dos grupos que possuem meta vacinal de 90% a ser alcançada na vacina contra a gripe. Os grupos prioritários são assim chamados pois possuem o maior risco de desenvolver formas graves da doença, de serem hospitalizados ou morrerem em decorrência da Influenza.

No Estado, até a semana epidemiológica 24 (SE 24), dos 127 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza sem vacinação, 41 eram de crianças nessa faixa etária. Embora não haja óbitos confirmados, os dados ainda chamam a atenção, segundo pontuou Danielle Grillo. “O Estado tem recuperado as coberturas vacinais de muitos imunizantes das crianças e precisamos reforçar que a vacina contra a gripe é segura e salva vidas. É importante também que pais e responsáveis possam levar as crianças para receber a sua dose, há ainda o esforço das equipes municipais em ações extramuros, como a vacinação nas escolas, com a oferta desta e de outras vacinas”, lembrou.

Atualmente, apenas 46,02% das crianças de 6 meses a menores de 6 anos receberam a dose contra a gripe no Estado. No ano passado, o Espírito Santo não alcançou a meta ideal de 90% neste grupo, quando apenas 74,35% das crianças foram vacinadas.

[

fonte da materia