Robô “Maria Lis” vai apoiar terapias de crianças com TEA e Síndrome de Down em Aracruz – Em Dia ES

Uma nova tecnologia chega à rede municipal de saúde de Aracruz para ajudar a transformar pequenos avanços em grandes conquistas. Nesta sexta-feira (11), às 13 horas, o município recebe, no Complexo de Saúde (CSA), um robô desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Robótica e Tecnologia Assistiva da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A tecnologia será utilizada como ferramenta complementar nas terapias de crianças com Síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Depois de uma enquete realizada entre as crianças atendidas pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Infantojuvenil, o robô recebeu o nome de “Maria Lis”, escolhido por mais de 60% dos participantes. A iniciativa fez parte de uma estratégia de aproximação e acolhimento, para que as crianças pudessem participar da chegada da nova tecnologia e, desde o primeiro contato, se sentissem mais familiarizadas com ela.
“Mais do que escolher um nome, as crianças ajudaram a construir uma relação com aquilo que passará a fazer parte de seus momentos de terapia. A iniciativa representa também uma mudança importante na forma de apresentar a tecnologia. Em vez de simplesmente receber um novo equipamento, as crianças foram convidadas a participar desse processo, tornando o robô mais próximo, conhecido e, de certa maneira, delas”, destacou a secretária de Saúde, Rosiane Scarpatt.
Aracruz será o segundo município capixaba a receber a tecnologia, que será incorporada às atividades do Caps Infantojuvenil e do Serviço Especializado em Reabilitação Intelectual e Transtornos do Espectro Autista (Serdia), no Complexo de Saúde de Aracruz (CSA).
Desenvolvida para atuar como ferramenta complementar durante as sessões de terapia, a robô “Maria Lis” utiliza jogos e atividades interativas para auxiliar os profissionais em exercícios voltados ao desenvolvimento da coordenação motora, memória e comunicação.
A proposta une tecnologia e cuidado em um ambiente no qual cada conquista tem um significado especial. Uma atividade concluída, uma nova interação ou uma habilidade desenvolvida pode representar um importante avanço no processo terapêutico e, para as famílias, mais uma possibilidade de acompanhar o desenvolvimento de seus filhos.
A “Maria Lis” não substitui o trabalho dos profissionais de saúde. Pelo contrário, chega para ampliar os recursos utilizados pelas equipes e criar novas possibilidades de interação durante os atendimentos.
A iniciativa reforça uma concepção de saúde que busca acompanhar a evolução da ciência sem deixar de lado o cuidado humanizado. “Inovar na saúde não é apenas ampliar os equipamentos ou trazer tecnologias, é buscar novas formas de cuidar melhor das pessoas. É assim que trabalhamos todos os dias, focados em ofertar uma rede cada vez mais preparada, acolhedora e capaz de oferecer diferentes caminhos para que nossas crianças desenvolvam todo o seu potencial”, destacou o prefeito Dr. Coutinho.
Segundo o prefeito, implementar serviços de qualidade representa o compromisso do município com uma gestão que busca transformar inovação em benefício concreto para a população. “Quando a tecnologia chega à saúde, ela só faz sentido quando consegue melhorar a vida de alguém. A “Maria Lis” chega a Aracruz para ser uma aliada dos nossos profissionais e, principalmente, das nossas crianças. Por trás dessa tecnologia existem famílias, histórias e sonhos. Existe uma criança que pode descobrir uma nova maneira de se comunicar, aprender ou desenvolver uma habilidade. É nisso que precisamos pensar quando falamos em inovação: no ser humano que está no centro de tudo.”
Para Dr. Coutinho, o fato de a tecnologia ter sido desenvolvida por pesquisadores capixabas também representa um motivo de orgulho e mostra a importância de aproximar a produção científica das políticas públicas. “É muito importante que aquilo que é desenvolvido dentro das nossas universidades possa chegar à população. Aracruz tem a oportunidade de receber uma tecnologia criada aqui no Espírito Santo e colocá-la a serviço das nossas crianças. Isso é inovação com propósito, ciência transformando cuidado em novas possibilidades.”
A chegada da Maria Lis integra as ações do município voltadas à qualificação da atenção especializada e à ampliação dos recursos disponíveis para crianças e adolescentes atendidos pela rede municipal. No Caps Infantojuvenil e no Serdia, a tecnologia será utilizada pelos profissionais de acordo com as necessidades e os objetivos terapêuticos de cada paciente.
E, a partir de agora, quando a Maria Lis entrar em uma sala de atendimento, ela levará consigo mais do que jogos, atividades e tecnologia. Levará também o nome escolhido por quem estará mais perto dela: as próprias crianças.





