No ES, Alckmin confirma saída de ministério e cita Haddad, França e Tebet para governo de SP

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), confirmou nesta sexta-feira (6), durante agenda oficial no Espírito Santo, que deixará o comando da pasta no início de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. Na ocasião, o pessebista afirmou que a composição da chapa presidencial para 2026 ainda será debatida no futuro e apontou três ministros do atual governo como alternativas para a disputa ao Executivo paulista.
Prazos legais e chapa presidencial
A desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as próximas eleições tem data limite fixada em lei. Após anunciar na quinta-feira (5) que deixaria o cargo no dia 4 de abril, o vice-presidente ajustou a previsão durante a entrevista concedida no Espírito Santo.
“Eu vou deixar o Ministério da Indústria e Comércio no prazo que a lei estabelece, que provavelmente será no dia 2 de abril, a desincompatibilização. Na vice-presidência não há necessidade”, detalhou Alckmin.
Questionado por jornalistas sobre a permanência de seu nome na vaga de vice-presidente em uma eventual reedição da chapa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin indicou que a decisão não está tomada. “Essa é uma definição mais pra frente, mas quero dizer que estou muito honrado e feliz de participar com o presidente Lula ajudando o Brasil”, declarou.
O papel do atual vice-presidente nas eleições de 2026 segue indefinido no cenário político. Enquanto uma ala do governo federal considera natural uma nova candidatura à vice-presidência, outros setores da base governista discutem a possibilidade de escalar um candidato de outro partido para a composição.
Disputa em São Paulo
Indagado sobre uma eventual candidatura própria ao Governo de São Paulo, o vice-presidente optou por elencar outros integrantes da Esplanada dos Ministérios que aparecem como possíveis nomes para a disputa.
Foram citados o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT); o ministro do Empreendedorismo, Micro e Pequenas Empresas, Márcio França (PSB); e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB).
“Em São Paulo temos Fernando Haddad, que é ótimo candidato pra tudo, o Márcio França, que foi governador e é ministro do governo Lula, e a Simone Tebet, que pode ir pra São Paulo. Então você tem aí um conjunto de alternativas”, afirmou.
Entregas na área da Saúde no ES
As agendas do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Colatina e Linhares, oficializaram cerca de R$ 23 milhões em investimentos federais para o Espírito Santo. As ações integram o Novo PAC Saúde e o programa Agora Tem Especialistas, que tem como foco reduzir o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS) para consultas, exames e cirurgias, fortalecendo a atenção especializada.
Expansão da radioterapia e tratamento oncológico
Em Linhares, a comitiva conheceu as instalações do novo serviço de radioterapia do Hospital Rio Doce, implementado com um aporte de R$ 15,2 milhões por meio do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS (Persus). O montante cobre obras, elaboração de projeto, fiscalização e a aquisição de um acelerador linear. A unidade filantrópica destina 140 de seus 173 leitos ao SUS (80% do total) e registrou mais de 46 mil internações e 499 mil procedimentos ambulatoriais nos últimos cinco anos.
Em Colatina, ocorreu a inauguração do serviço de radioterapia do hospital do município. Sobre a descentralização do atendimento oncológico, o ministro Alexandre Padilha enfatizou a importância de tratar os pacientes próximos às suas residências.
“A pessoa que teve suspeita de câncer vai fazer o diagnóstico, a confirmação do diagnóstico e o tratamento completo, seja cirurgia, radioterapia ou quimioterapia aqui em Colatina, sem ter que se deslocar para Vitória ou outra região. Este ano vamos chegar a todos os estados brasileiros com pelo menos um centro de radioterapia”, declarou Padilha. Nacionalmente, o Persus contempla 92 soluções de radioterapia, das quais 81 já estão em operação.
Renovação da frota do SAMU
A cerimônia em Colatina também incluiu a entrega de 20 novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192), viabilizadas por um investimento de R$ 5,85 milhões.
Colatina recebeu três unidades. Os demais veículos foram destinados à renovação da frota nos seguintes municípios: Atílio Vivácqua, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibitirama, Jaguaré, Mimoso do Sul, Mucurici, Muniz Freire, Muqui, Nova Venécia, São Roque do Canaã, Vila Pavão, Marilândia, Montanha, Pinheiros, Ponto Belo e São José do Calçado.
O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou o impacto da medida na rede de urgência. “O atendimento rápido e bem estruturado nas urgências salva vidas. Por isso, fortalecer serviços como o SAMU é fundamental para garantir resposta rápida e cuidado adequado à população”, pontuou. Apenas em 2025, o Espírito Santo já contabiliza o recebimento de 22 novas ambulâncias do governo federal.
Atenção à saúde bucal
Com investimento aproximado de R$ 2 milhões, foram entregues cinco Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), vinculadas ao programa Brasil Sorridente. Os equipamentos, projetados para levar atendimento a regiões rurais e comunidades de difícil acesso, atenderão os municípios de Apiacá, Conceição do Castelo, Governador Lindenberg, Ecoporanga e Marilândia.
“A saúde bucal é parte essencial da saúde das pessoas. Levar atendimento odontológico e novas tecnologias para a população é dar mais dignidade e qualidade de vida, além de prevenir doenças”, complementou Alckmin.
Complexo de Saúde Noroeste
Ainda em Colatina, a agenda abriu espaço para o anúncio, por parte do governo estadual, do edital de construção do Complexo de Saúde Noroeste. O projeto possui autorização do Ministério da Saúde para execução de recursos via Plano de Ação do Espírito Santo. A estrutura abrangerá um novo hospital regional, uma policlínica de especialidades e a sede da Superintendência Regional de Saúde, com a meta de ampliar os serviços de média e alta complexidade para mais de 15 municípios das regiões Central e Noroeste capixaba.





