Política

Pazolini lidera para o Governo e Casagrande para o Senado em nova pesquisa no ES

A seis meses do pleito, o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), lidera a disputa para o Governo do Espírito Santo com 35,67% das intenções de voto, seguido pelo governador Ricardo Ferraço (MDB), que registra 23,78%. O cenário eleitoral capixaba foi mapeado por uma pesquisa do Instituto Perfil, divulgada na última sexta-feira (17), a pedido do portal ES Hoje, revelando também a consolidação de Renato Casagrande na disputa pelo Senado e o presidente Lula (PT) numericamente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial.

O levantamento presencial foi realizado entre os dias 13 e 16 de abril de 2026, com 1.800 eleitores distribuídos em 50 municípios capixabas. A margem de erro do estudo é de 2,3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%. A pesquisa encontra-se registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo ES-04143/2026.

Disputa pelo Governo do Estado e Cenários
Na pesquisa estimulada geral para o Governo, atrás de Pazolini (35,67%) e Ferraço (23,78%), aparece o senador Magno Malta (PL) na terceira colocação, embora o partido não tenha confirmado candidatura própria, seguido pelo deputado federal Helder Salomão (PT). Em um cenário simulado sem a presença de Magno Malta, os percentuais dos demais candidatos aumentam, mas Pazolini mantém a liderança.

O Instituto Perfil também testou cenários de confronto direto:

  • Pazolini x Ferraço: O ex-prefeito de Vitória venceria com 44,17% das intenções de voto.
  • Pazolini x Salomão: O republicano ganharia com um percentual ainda maior.
  • Ferraço x Salomão: O atual chefe do Executivo estadual superaria os 50% das intenções de voto e venceria a disputa. (Não foi testado cenário direto entre
  • Ferraço e Magno Malta).

Historicamente, comparando com levantamentos publicados pelo ES Hoje entre dezembro de 2024 e agosto de 2025, o nome de Lorenzo Pazolini tem se mantido na dianteira.

Divisão regional
O cruzamento dos dados demonstra que a definição do pleito estadual passa por um forte recorte geográfico. Enquanto Pazolini domina a região metropolitana da Grande Vitória (GV), que concentra o maior eleitorado do estado, Ricardo Ferraço tem vantagem nas demais regiões.

No cenário estimulado com todos os candidatos, os números por região são:

  • Grande Vitória: Pazolini lidera com 49,07%. Ferraço tem 18,93%, seguido por Helder Salomão (10,80%) e Magno Malta (9,87%).
  • Sul: Ferraço lidera com 36,99%. Pazolini e Malta empatam com 17% cada. Salomão marca 3,65%.
  • Litoral Sul: Ferraço registra 42,5%, contra 20% de Pazolini, 17,5% de Malta e 7,5% de Salomão.
  • Norte: Ferraço aparece com 22,8%, ante 16,4% de Pazolini, 16% de Malta e 6,4% de Salomão.
  • Serrana: Há um empate técnico entre Ferraço (25,81%) e Pazolini (24,73%). Malta tem 13,98% e Salomão, 4,3%.

Em um eventual segundo turno (confronto direto) apenas entre os dois líderes, a divisão se mantém:

  • Grande Vitória: Pazolini 58,33% x 25,82% Ferraço.
  • Serrana: Pazolini 34,77% x 32,97% Ferraço.
  • Sul: Ferraço 47,95% x 20,09% Pazolini.
  • Litoral Sul: Ferraço 57,5% x 28,75% Pazolini.
  • Norte: Ferraço 35,6% x 25,6% Pazolini.

O peso do “Recall” na análise de especialistas
Para o publicitário Álvaro Moura, responsável pela análise dos dados, os números atuais refletem fortemente a memória do eleitorado (recall) decorrente da exposição em cargos recentes.

“E o recall, aqui, tem explicação objetiva. Pazolini e Casagrande vinham de posições com alta exposição institucional, prefeitura da capital e governo do Estado. Isso naturalmente os mantém presentes na memória do eleitor. Ricardo Ferraço, até então, não ocupava essa mesma vitrine”, avaliou Moura. O especialista pontua, contudo, que a dinâmica deve mudar. “Esse quadro, no entanto, começa a se alterar a partir de agora. Ao assumir o governo, ele passa a operar com visibilidade contínua, agenda pública permanente e também com o ônus natural da gestão. Sai do plano secundário e entra definitivamente no centro da disputa”.

Índices de Rejeição para o Governo
A pesquisa mediu também em quem os eleitores não votariam de jeito nenhum. A maior rejeição estadual é do senador Magno Malta (34,39%), seguido por Helder Salomão (13,56%). Considerando a margem de erro, as rejeições de Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço estão empatadas tecnicamente no cenário geral.

No detalhamento regional, Magno Malta é o mais rejeitado em todas as áreas: Grande Vitória (41,98%), Litoral Sul (32,5%), Norte (26%), Serrana (24,73%) e Sul (23,29%). Helder Salomão tem seu maior índice de rejeição na Grande Vitória (18,52%), enquanto Pazolini e Ferraço mantêm índices regionais entre 3,2% e 10,04%.

Senado: Casagrande tem liderança consolidada
Para as eleições de 2026, o eleitor escolherá dois nomes para o Senado Federal. No cenário com uma lista ampla apresentada pelo Instituto Perfil, o ex-governador Renato Casagrande desponta como líder isolado.

  • Renato Casagrande: 28,98%
  • Lorenzo Pazolini: 10,97% (Aparece na lista, embora lidere para o Governo)
  • Paulo Hartung: 9,8%
  • Fabiano Contarato: 9,29%
  • Sergio Meneguelli: 8,67%

Quando a lista é reduzida de 13 para sete nomes, Renato Casagrande amplia sua liderança e vai a 32,62%. Neste cenário menor, Sergio Meneguelli avança mais do que Paulo Hartung e Contarato.

No quesito rejeição para a Câmara Alta, o senador Fabiano Contarato lidera com 10,41%, seguido pelo senador Marcos do Val (9,52%) e por Carlos Manato (8,57%). A rejeição de Renato Casagrande é de 6,18%.

Presidência da República
O levantamento estadual avaliou o cenário para o Palácio do Planalto. Se a eleição fosse hoje, o atual presidente, Lula da Silva (PT), lideraria no Espírito Santo com 38,17% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL) registraria 30,28%.

Outros nomes incluídos na pesquisa de forma estimulada, Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Aldo Rebelo (DC), obtiveram, cada um, percentuais inferiores a 6%. O índice de indecisos, bem como os que votariam branco ou nulo, supera a marca dos 6%. Os que não souberam ou não responderam somam 4,89%.

Regionalmente, no primeiro turno, Lula lidera no Norte (44,4%), Serrana (42,65%) e Grande Vitória (38,79%). Flávio Bolsonaro (PL) possui vantagem no Litoral Sul (41,25% contra 31,25% de Lula) e no Sul (30,14% contra 25,11% do petista).

Em um eventual segundo turno entre ambos, Lula mantém a vantagem na maioria das regiões (Norte: 49,6%; Litoral Sul: 48,75%; Serrana: 46,95%; Grande Vitória: 43,11%). Flávio Bolsonaro reverte o quadro apenas na região Sul, onde alcança 43,84% contra 26,03% de Lula em uma simulação direta.

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