PSD fecha aliança com Lorenzo Pazolini para a disputa ao Governo do Estado

O Partido Social Democrático (PSD) oficializou, nesta quarta-feira (1º), o apoio à candidatura de Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao governo do Espírito Santo. A definição ocorreu após uma série de reuniões realizadas em Vitória e em São Paulo, consolidando o alinhamento da executiva estadual com as diretrizes do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. A articulação insere a sigla, que conta com o ex-governador Paulo Hartung em seus quadros, diretamente no palanque de oposição à base do atual governo estadual.
O desfecho das negociações começou a se materializar na manhã desta quarta-feira. Após Pazolini comunicar sua renúncia ao cargo de prefeito de Vitória para disputar a eleição, ele e o presidente estadual do PSD, o prefeito de Colatina Renzo Vasconcelos, realizaram um encontro durante um café da manhã no aeroporto de Vitória. Vasconcelos era apontado pelo mercado político como a última peça indefinida no cenário eleitoral do Estado.
No início da tarde, a articulação foi selada em São Paulo. Participaram da reunião Gilberto Kassab, Renzo Vasconcelos, o ex-governador Paulo Hartung, Aridelmo Teixeira e José Carlos da Fonseca Jr. Em declaração dada em primeira mão à reportagem de A Gazeta, Kassab confirmou o acordo estabelecido.
“Tivemos uma reunião e ficou definido com o presidente do partido que o PSD terá participação na eleição majoritária no Espírito Santo. O PSD estará desse lado (do lado do projeto que tem Pazolini como candidato ao governo)”, afirmou o dirigente nacional.
O papel de Paulo Hartung
O ex-governador Paulo Hartung é considerado adversário político do atual governador Renato Casagrande (PSB). Entre aliados de Casagrande e do vice-governador Ricardo Ferraço, a expectativa de que o PSD seguisse outro caminho já era considerada baixa, justamente pela presença de Hartung na legenda.
Questionado sobre a participação do ex-governador no pleito, Gilberto Kassab não definiu qual será o papel de Hartung na corrida eleitoral. O presidente do partido limitou-se a informar que ele estaria apto a integrar qualquer cenário, podendo disputar desde o cargo de governador até o de deputado estadual, caso decida concorrer.
Alinhamento nacional e nota oficial
Apesar da definição, Renzo Vasconcelos emitiu sinais variados nos últimos meses, mantendo diálogo tanto com Pazolini quanto com Ricardo Ferraço. Para esclarecer o posicionamento oficial da legenda capixaba, o prefeito de Colatina divulgou uma nota na qual justifica a escolha pela coerência com o diretório nacional e pela proximidade histórica com o ex-prefeito de Vitória.
No texto, Vasconcelos relata ter se dedicado a ouvir a população e o cenário político. “Tenho admiração e apreço pessoal pelo vice-governador Ricardo Ferraço, com quem sempre tive excelente diálogo, e respeito o legado que ele e seus aliados consolidaram”, afirmou.
A decisão, contudo, seguiu a orientação central da sigla. “Entretanto, as orientações partidárias, em alinhamento com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nos aproximam do Republicanos. Eu e Lorenzo Pazolini temos uma longa trajetória juntos; fomos deputados no mesmo período, nos tornamos prefeitos e, lado a lado da população, defendemos uma nova forma de fazer a gestão pública”, detalhou na nota.
O documento é finalizado com uma projeção para o processo eleitoral que se inicia. “O momento pede aproximação com as pessoas, renovação nas ideias e uma política sintonizada com os novos tempos. Desejo que a partir do próximo dia 04 possamos construir um Espírito Santo melhor para todos”, concluiu o presidente estadual do PSD.





